Tem alguma dúvida sobre seguros? Pesquise o que quiser na nossa base de conhecimento! Provavelmente sua resposta estará aqui!

Caso alguma informação que conste aqui entre em conflito com o que está expresso na sua apólice de seguro ou nas suas respectivas condições gerais, a versão da apólice/condições gerais prevalecerá.

Seguro Auto

  • À noite, não guardei o meu carro na garagem e ele foi roubado. A seguradora paga a indenização?

    A maioria das seguradoras indeniza o segurado se for possível provar que o carro pernoitava regularmente na garagem e a noite do furto foi uma exceção.

    Porém, se for provado que o carro pernoitava na rua habitualmente, pode negar a indenização.

  • Assumi a culpa pelo acidente no lugar de outro motorista que não tem seguro. Quais são os riscos?

    Um motorista sem seguro bate no seu carro, que tem seguro. Você assume a culpa pelo acidente, mas esse outro motorista paga sua franquia. Parece um acordo bom para os dois lados, mas isso é caracterizado como fraude.

    Além do aspecto moral, as seguradoras utilizam um vasto arsenal tecnológico para identificar esse tipo de situação. As empresas podem reconstituir os acidentes e verificar se há divergências com o que você informou.

    As seguradoras estimam que pelo menos 20% das indenizações pagas têm algum tipo de irregularidade. Para reduzir esse percentual, que resulta em maior preço do seguro para todos, as seguradoras têm sido cada vez mais rigorosas, inclusive denunciando criminalmente os responsáveis.

  • Bati com o carro ou meu carro foi roubado. O que faço?

    Primeiramente, procure manter a calma diante da situação.

    Em caso de roubo ou furto do veículo você deve fazer o registro em uma delegacia. No caso de batida, se houver, lesões corporais, solicitar a presença de um policial para elaborar o Boletim de Ocorrência (BO).

    Logo em seguida, comunique o sinistro (ocorrência de um dano, roubo do carro ou de prejuízo a terceiros) para nós o mais rápido possível, por meio do nosso canal de acionamento de sinistro.

    As seguradoras fornecem a seus clientes números de telefone locais ou gratuitos (0800), por meio do portal da seguradora, postos de atendimentos ou ainda por aplicativos de celular específicos de seguradoras para solicitação de assistência e aviso de sinistro. Mesmo que, na sua avaliação, o acidente seja de pequena dimensão, avise o que aconteceu.

    Também pergunte quais os documentos necessários e qual o prazo para você entregá-los e para fornecer informações adicionais, e quanto tempo levará para a seguradora dar um retorno.

    No caso de danos ao veículo, peça uma indicação à seguradora de uma oficina. Você não é obrigado a usar as oficinas recomendadas, mas, em geral, estas são de bom nível. Além disso, a autorização para início dos reparos é mais rápida e o serviço é garantido pela seguradora.

    Em alguns casos, as seguradoras dão benefícios especiais para o uso da rede de oficinas referenciadas (ou credenciadas), tais como redução ou parcelamento da franquia, carro reserva e outros.

    Quando o acidente ocorrer em vias urbanas, você deve procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima do local, e nas estradas, a Polícia Rodoviária (federal ou estadual). Quando o acidente envolver ferimentos em pessoas ou danos a bens de terceiros, o Boletim de Ocorrência é obrigatório.

    A comprovação da ocorrência do sinistro se dá mediante a apresentação da documentação relacionada a seguir:

    • Aviso de sinistro, com relato completo e detalhado do fato, informando dia, hora, local exato e circunstância do acidente; nome, endereço e carteira de habilitação de quem dirigia o veículo; se existem outros seguros em vigor para o mesmo veículo; e nome e endereço de eventuais testemunhas, se for do seu interesse.
    • Boletim de Ocorrência (se você também ficou sem os documentos originais do carro, no caso de roubo, deve registrar o fato no BO para facilitar a obtenção da segunda via no Detran).
    • RG, CPF e carteira de habilitação do motorista no momento do acidente.

    Eventualmente, a seguradora poderá solicitar outros documentos ou mais informações.

    Dentre as informações mais úteis, destacam-se:

    • nome, endereço, telefone e e-mail de todos os motoristas e passageiros envolvidos;
    • a marca e o modelo de cada veículo; o número das placas dos carros;
    • o número da carteira dos motoristas; e
    • os nomes e referências dos policiais e funcionários do serviço de emergência, se for o caso.
  • Como é calculado o preço do Seguro Auto?

    No seguro de automóveis, como em qualquer outra modalidade, quanto maior o risco, maior o preço.

    As seguradoras calculam o risco com base em dados estatísticos gerais, que lhes permitem saber, por exemplo, em que porcentagem as mulheres batem menos os carros que os homens, em que regiões os roubos são mais frequentes, que modelos têm custos de reparos mais caros, etc.

    São levadas em consideração, também, para a determinação do preço, informações específicas de cada cliente, tais como seu histórico de sinistros e mesmo acidentes ou roubos de veículos não segurados, além de histórico de crédito, entre outros.

    O preço do seguro será fixado pela seguradora a partir das informações que você prestar sobre o automóvel e, em geral, sobre seus dados pessoais e de quem mais vai dirigir o carro, se tem garagem para o pernoite e no trabalho, região em que reside, dentre várias questões que, no conjunto, formam o perfil do segurado. Daí que o questionário preenchido pelo segurado é de fundamental importância.

    O valor final do seguro é o resultado do custo do risco – quanto a seguradora estima que vai gastar, em média, com os sinistros da apólice – mais a remuneração do corretor (comissão), os gastos administrativos (funcionamento) da seguradora, impostos e lucro.

    As seguradoras têm liberdade para estipular o preço do seguro e oferecem várias opções de pagamento.

  • Deixei o carro com um manobrista e ele bateu. O que fazer?

    As empresas que oferecem serviço de manobrista devem ter um seguro que dê garantia contra furto, roubo ou acidente.

    O problema é que há várias empresas que atuam na informalidade e não têm seguro. Nesses casos, o segurado tem de fazer um Boletim de Ocorrência e acionar a sua seguradora, que vai então cobrar da empresa responsável pelo manobrista. Mas a seguradora vai ressarci-lo do prejuízo.

    O mesmo também vale para o motorista que deixou o carro na mão de um “flanelinha”, que costuma manobrar o carro na rua.

  • Emprestei o carro para um amigo e houve um acidente. A seguradora pode recusar o pagamento da indenização?

    As seguradoras utilizam várias formas de identificar os condutores do veículo: principal, mais frequente ou habitual.

    Geralmente, o empréstimo do veículo para alguém em caráter claramente eventual, ou seja, que não tem periodicidade fixa, não resulta na negativa do pagamento do sinistro.

    Se o empréstimo foi para alguém que usa habitualmente o veículo e não foi relacionado na proposta de seguro, a seguradora pode se negar a pagar o sinistro.

    Em algumas situações de usuário eventual, há maior rigor quando o empréstimo é para alguém com idade inferior a 25 anos.

    Se o seu amigo utiliza seu carro uma vez por semana ou mais, por exemplo, isso é considerado uso habitual. Para ter direito à indenização, é preciso incluí-lo como motorista.

  • Minha seguradora pode se recusar a pagar a indenização?

    Sua indenização pode ser negada ao se enquadrar em uma das situações abaixo

    • riscos excluídos ou prejuízos não indenizáveis – riscos e situações que não estão cobertos pelo seguro;
    • perda de direitos – situações nas quais o segurado perde o direito de ser indenizado; e
    • descumprimento das obrigações do segurado – deveres que o segurado não cumpre determinam a perda de direitos sobre o seguro.
  • Não tive nenhum sinistro, mas mesmo assim, na renovação anual, a seguradora aumentou o preço do seguro do meu automóvel. Qual a razão?

    As seguradoras fixam os prêmios com base em vários fatores.

    Às vezes, esses fatores puxam os prêmios para cima e às vezes para baixo.

    Mesmo sem sinistros, suas ações como segurado podem afetar o que você paga como, por exemplo: se você adicionar um condutor jovem à sua apólice, que em média apresenta maior sinistralidade e vice-versa.

    Mas também há fatores fora do seu controle que podem causar o aumento do prêmio como ruas e estradas mais engarrafas, aumento da criminalidade, elevação dos custos de reparos, elevação das despesas de saúde dos acidentados etc.

  • Numa estrada, não pude evitar passar por enorme buraco que furou o pneu e danificou a suspensão do meu carro. O seguro cobre?

    Sim, desde que você estivesse trafegando dentro da lei (abaixo da velocidade máxima permitida, sóbrio, dirigindo prudentemente etc.) e que tenha na sua apólice cobertura contra colisão que tipicamente é definida como “choque, batida ou abalroamento do veículo segurado contra um obstáculo, a saber: outro veículo, um poste, um muro, uma pessoa, um animal, entre outros”. Esse “outros” pode ser qualquer objeto como, por exemplo, buraco, trilho de proteção etc.

    No entanto, não cobre o desgaste natural do carro ou de seus pneus devido a condições deficientes da estrada.

    Mas para que sua reclamação de indenização seja processada sem problema procure obter boa comprovação do acidente dando os seguintes passos:

    • Se possível, chame a polícia para dar conta da ocorrência e, mais tarde (se necessário), ter registro oficial do sucedido.
    • Tire muitas fotografias como prova de que o acidente ocorreu em determinado dia, hora e local exato. É bom também, se possível, contatar algumas testemunhas no local.
    • Chame um reboque e acione o seguro para que todas as entidades tenham conhecimento da situação.
    • Apresente esses documentos a seguradora. Esta pagará a indenização e certamente recorrerá na Justiça contra a entidade responsável pela estrada.
  • O endereço de residência na apólice do automóvel é numa cidade do interior, mas foi roubado na capital. A indenização é paga?

    Dependendo da cidade do interior em que você mora, o valor do seguro será mais barato do que na capital, onde os riscos de acidente, roubo e furto são maiores.

    Essa diferença pode levar o segurado a cair na tentação de informar que o endereço de pernoite do carro é o do sítio do fim de semana, não a residência na cidade. Isso é fraude e a seguradora pode não pagar a indenização.

    Diferenças de informação desse tipo são a maior causa de conflitos entre seguradoras e segurados. Elas provocam questionamentos e processos internos na seguradora, o que atrasa o pagamento da indenização.

    Porém, se o segurado de fato reside na cidade do interior indicada na contratação e estava somente em viagem à capital, o sinistro é pago, sem problemas. Provavelmente a seguradora vai fazer algum tipo de investigação para verificar a veracidade da informação.

  • O que é caracterizado como Perda Total no Seguro Auto?

    O sinistro de danos ao veículo que, em decorrência de sua extensão, não torna viável economicamente a sua reparação é chamado indenização integral ou perda total.

    Essa situação ocorre quando os custos de reparação do veículo são superiores a 75% do Limite Máximo de Indenização, que é a quantia correspondente ao valor segurado do veículo.

    A seguradora indenizará o segurado em valor equivalente ao veículo, conforme a modalidade de contratação escolhida.

    No caso de roubo e furto, a indenização integral só é reconhecida se o seu carro não for recuperado antes do pagamento da indenização pela seguradora.

  • O que é franquia no Seguro Auto?

    É a parte em dinheiro que você vai pagar para consertar as avarias do seu carro, em cada sinistro que ocorrer. Na proposta e na apólice do seguro de seu carro está determinado o valor da franquia.

    Caso o prejuízo causado por um acidente não supere esse valor, o pagamento do conserto será de sua responsabilidade, não cabendo à seguradora pagar indenização.

    Em outras palavras, é uma coparticipação do segurado no valor do orçamento. Quando o veículo segurado sofre danos parciais, a seguradora arca com os custos dos reparos. Nesse momento, o segurado também participa, assumindo uma parte destes custos. Este valor é fixo, independentemente do preço dos reparos.

    Se você assumiu franquia de R$ 2.000, por exemplo, vai ser responsável pelo pagamento das despesas para o reparo das avarias até esse valor.

    Caso o prejuízo seja de R$ 5.000, por exemplo, você pagará os R$ 2.000 correspondentes à franquia, e a seguradora, os R$ 3.000 restantes.

    Ainda neste exemplo, no caso de prejuízos inferiores a R$ 2.000,00, não fica caracterizado um sinistro para efeito do seguro, pois o custo da reparação é apenas do segurado.

  • Quais são as coberturas básicas contratáveis para o Seguro Auto?

    Você encontra no mercado dois tipos de coberturas básicas para contratação, podendo escolher a que melhor atende seus anseios de seguro.

    Cobertura básica nº 1 (também chamada de Compreensiva, porque compreende várias coberturas)

    Inclui os seguintes riscos:

    • colisão, abalroamento, capotagem ou derrapagem;
    • queda sobre o veículo de objeto externo;
    • dano causado pela carga transportada;
    • dano causado quando o veículo estiver sendo transportado;
    • ato danoso praticado por terceiros;
    • alagamento, enchente e inundação;
    • ressaca, vendaval, granizo e terremoto;
    • raio;
    • incêndio ou explosão;
    • roubo ou furto total ou parcial (partes).

    Cobertura básica nº 2 (também chamada de cobertura de Incêndio e Roubo).

    Cobertura mais limitada, que abrange apenas os riscos de:

    • raio;
    • incêndio, explosão;
    • roubo ou furto total,
  • Tenho uma frota de veículos na minha empresa, mas o perfil dos veículos e a utilização dos mesmos variam. É possível contratar uma apólice de frota para todos esses veículos?

    As coberturas da frota não precisam ser iguais para todos os veículos. A frota pode ser dividida em subgrupos, com a definição de um perfil de cobertura adequado a cada grupo.

  • Viajei para um país do Mercosul e bati o carro ou este foi roubado. A indenização é paga?

    A maioria das apólices de seguro de automóvel tem validade no Mercosul.

    Quem viaja para os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) é obrigado a contratar um seguro chamado “Carta Verde”.

    É um seguro de responsabilidade civil para indenizar diretamente outras pessoas que não estão dentro do carro, por danos corporais e materiais ou reembolsar o segurado das despesas que tiver, inclusive com honorários de advogado e custas judiciais.

    O preço do seguro Carta Verde varia de acordo com o período da viagem e é cotado em dólar.

    No caso de viajar de carro para outros países que não os do Mercosul, não há cobertura automática na apólice normal, sendo necessária, para se ter a cobertura, a contratação de uma cobertura adicional chamada “extensão de perímetro”.

  • Seguro Condominial

  • Ocorreu um sinistro no condomínio. O que é preciso fazer para solicitar uma indenização?

    A primeira providência a ser tomada quando ocorre um acidente é nos avisar.

    Em ocorrências de maior vulto, as seguradoras podem fazer uma vistoria no prédio, mas esta é dispensável em outros de menor dimensão.

    Na maioria das vezes, as companhias de seguro solicitam ao condomínio a apresentação de três orçamentos de fornecedores ou prestadores de serviços diferentes para conserto ou reposição dos bens danificados. A escolha recai sobre o menor valor orçado.

    Os procedimentos para dar início ao processo de indenização variam muito, de acordo com a cobertura que garante o prejuízo.

    Dependendo das garantias contratadas (são mais de 50 oferecidas no mercado) e dos valores de franquia determinados na apólice para cada uma das coberturas será preciso fornecer documentos que comprovem os prejuízos causados pelo sinistro.

    Todas as seguradoras solicitam, para qualquer acidente, o aviso de sinistro, um formulário que as empresas fornecem para ser preenchido pela administração do condomínio.

  • Para contratar o Seguro do Condomínio, é preciso convocar assembleia?

    Não. O seguro para condomínio é obrigatório por lei, de acordo com o Decreto-Lei 73/1966, a Lei 4.591/1964 e o Código Civil (Lei 10.406/2002, artigos 1.346 e 1.348, inciso IX).

    Assim, a eventual assembleia só poderá decidir sobre a escolha da seguradora, o custo do seguro e a natureza das coberturas acessórias e particulares, mas não sobre o ato da contratação.

  • Quais são as coberturas exigidas pela legislação de condomínios?

    A cobertura exigida pela legislação é a básica, que abrange as perdas e danos materiais causados por incêndio, queda de raio dentro do terreno onde está localizado o edifício segurado e explosão de qualquer natureza.

    De acordo com a destinação e o tipo de condomínio, o seguro pode ter coberturas acessórias ou especiais, sendo que algumas são comuns a todos os contratos e outras, específicas. Nenhuma delas, no entanto, elimina a obrigatoriedade da contratação da cobertura básica.

    Além da cobertura básica, é comum a contratação de coberturas de danos elétricos (especialmente para condomínios com elevadores), responsabilidade civil, vidros e guarda de veículos na garagem, entre outras garantias.

  • Quem é o responsável pela contratação do Seguro do Condomínio?

    O síndico é o responsável pela contratação e renovação, sob pena de multas pesadas caso não faça uma apólice para o condomínio. Se ocorrer um acidente e o condomínio não tiver o seguro, o síndico pode ser processado pelos demais condôminos por perdas e danos.

    É ele também quem calcula o valor a ser segurado. Na hipótese de erro no cálculo e ocorrência de prejuízos graves ao prédio, o síndico pode ter de indenizar os demais condôminos com o seu patrimônio pessoal.

  • Se o condomínio sofrer um incêndio, a indenização é pelo valor segurado integral?

    Não necessariamente. A importância segurada na apólice representa o limite máximo de indenização.

    Nos casos de incêndio, raio e explosão, a base inicial da indenização é sempre o “valor atual”, ou seja, o custo de reposição (ao preço corrente) menos a depreciação do imóvel por idade, estado de conservação, etc,

    A indenização será feita pelo valor de novo caso, no momento da contratação do seguro, seja inclusa cláusula que isente a aplicação do fator de depreciação.

  • Seguro de Vida

  • A empresa que eu trabalho já me concede seguro de vida como benefício. Posso contratar um Seguro de Vida particular?

    Sim. Não há nenhum impeditivo para que você contrate outros seguros de vida independentes daquele que possui da empresa que trabalha.

    Inclusive é recomendável estudar essa possibilidade, já que os seguros de vida empresariais concedidos como benefício normalmente são mais limitados, por uma questão de gestão de custos para a empresa que o mantém.

  • Eu me aposentei por doença pelo INSS e tenho uma apólice de seguro de vida. Minha indenização está garantida nas coberturas de doenças?

    Não. A aposentadoria por doença concedida pela previdência oficial não caracteriza a obrigatoriedade das seguradoras privadas de automaticamente realizarem o pagamento da indenização dessas coberturas.

    As seguradoras possuem definições próprias para pagamento de indenizações de coberturas ligadas à doenças que gerem invalidez, que podem variar em relação ao entendimento oficial do INSS, que é regulado de forma diferente dos seguros privados.

    No caso de divergências sobre a causa, natureza ou extensão de lesões, bem como a avaliação da incapacidade relacionada ao segurado, a seguradora deverá lhe propor, por meio de correspondência escrita, no prazo de 15 dias, a contar da data da contestação, a constituição de junta médica.

  • Pretendo ter um Seguro de Vida visando o longo prazo. Os valores das coberturas são atualizados monetariamente?

    Sim. Os seguros de vida com vigência superior a um ano deverão ter cláusula de atualização anual de valores (preço e capital segurado), com base no índice de preços estabelecido no contrato (normalmente IPCA).

    Dessa forma, anualmente, os valores devem ser atualizados pela variação do índice pactuado, preservando o poder de compra da futura indenização.

  • Se não houver nomeação de beneficiário na apólice de Seguro de Vida, para quem vai a indenização?

    Na falta de indicação expressa de beneficiário, ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita, de acordo com o Código Civil, o capital segurado será pago da seguinte forma: metade ao cônjuge não separado judicialmente e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação hereditária.

    Na falta destes, serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado privou-os dos meios necessários à subsistência.

  • Seguro de Vida é objeto de inclusão em inventário?

    Não. Os seguros de vida não são classificados como elementos de herança do ponto de vista legal, logo não há discussão sobre os direitos relativos à indenização da apólice, sendo beneficiários de direito aqueles que estiverem elencados na relação de beneficiários da apólice ou, na ausência dessa relação, o que dispõe o Código Civil Brasileiro.

  • Seguro de Vida permite resgate em caso de cancelamento?

    Depende. O resgate consiste na restituição do montante acumulado na reserva, devendo ser observado o regime financeiro (repartição / capitalização) adotado na estruturação do plano de seguro.

    A maioria dos seguros com coberturas de risco (morte, invalidez, doenças graves, etc.) é estruturada em regime financeiro de repartição, no qual todos os prêmios pagos pelos segurados de um mesmo plano, em um determinado período, destinam-se ao custeio das despesas de administração e das indenizações a serem pagas no mesmo período.

    Os valores arrecadados nesse regime são destinados ao pagamento das indenizações dos eventos ocorridos no período, não havendo acumulação individual.

    Dessa forma, as coberturas estruturadas nesse regime não dão direito a resgate ou devolução de quaisquer prêmios pagos. O segurado e o(s) beneficiário(s) só têm direito à indenização em caso de sinistro.

    Já os seguros de vida estruturados no regime de capitalização, preveem a constituição de reservas a partir dos prêmios pagos pelos segurados, descontadas as importâncias que serão usadas para cobrir as despesas do plano (administração, corretagem, etc.) e a parcela destinada à cobertura do risco do período. Neste caso, o seguro pode prever a concessão de resgate.

    É importante destacar que o resgate não corresponde ao valor total dos prêmios pagos, considerando que parte deste foi utilizada para cobrir outras despesas do plano, bem como o risco do período. Os planos estruturados neste regime dão direito à devolução de parte do que foi pago em caso de cancelamento.

    Para saber o regime financeiro do plano, consulte as condições gerais do contrato do seguro.

  • Sou PCD e quero fazer um seguro de vida. Posso?

    Sim. As pessoas que se enquadram na definição de PCD não podem ser rejeitadas única e exclusivamente por serem PCD. A recusa por parte da seguradora com base nesse critério é discriminação, com punição prevista em lei.

    As propostas feitas por portadores de necessidades especiais devem informar o grau de invalidez preexistente, o que vai delimitar a responsabilidade da seguradora.

  • Tenho mais de uma apólice de seguro de vida. Se acontecer um sinistro, meus beneficiários receberão a indenização de todas as apólices ou apenas a de valor mais alto?

    As pessoas que você indicar nas apólices de seguros como seus beneficiários receberão a indenização contratada de todas as apólices. De acordo com o artigo 789 do Código Civil, você pode contratar quantas apólices desejar e com qualquer valor segurado.

    No entanto, a seguradora tem o direito de perguntar sobre a existência de apólices em outras seguradoras, solicitar dados para saber se o valor do capital segurado que você pretende contratar não está em desacordo com os seus rendimentos ou até mesmo o seu patrimônio.

    A indagação sobre a existência de outras apólices de seguro de vida só pode ser realizada pela seguradora no momento da assinatura da proposta ou da solicitação de aumento do valor do capital segurado.

  • Seguro Empresarial

  • Minha empresa está instalada em um imóvel comercial. Se acontecer um sinistro, quem recebe a indenização: eu ou o proprietário do prédio?

    Caso o seguro tenha sido contratado por você para garantir o imóvel e conteúdo em um contrato de locação, o pagamento da indenização referente ao prédio será feito ao proprietário. Já a indenização do conteúdo será creditada a você.

  • Minha empresa foi roubada e foi utilizado quase todo o valor da indenização contratado para roubo e furto qualificado. Caso necessite acionar essa garantia novamente durante a vigência do seguro, terei direito à indenização?

    A empresa tem direito à indenização, mas estará limitada ao valor contratado para a garantia, descontado do valor recebido pelo sinistro anterior.

    Após o pagamento da sua indenização, vamos sugerir para a seguradora uma recomposição do limite máximo de indenização de sua apólice, desde que haja a sua concordância. O processo de restauração da garantia recebe o nome de reintegração.

  • Não sei como determinar os valores de coberturas para o seguro da minha empresa. O que faço?

    Não se preocupe, ajudaremos você a determinar as coberturas no momento da contratação com nossos métodos de precificação e análise de cenários, para que possa usufruir de um seguro apropriado para a sua realidade.

    O ideal é que sejam levados em consideração a área útil das dependências de sua empresa e o valor agregado dos bens que estão alocados em seu interior.

  • O que minha empresa deve fazer em caso de sinistro?

    Quando ocorrer qualquer um dos eventos garantidos pelas coberturas contratadas, você deve imediatamente adotar as seguintes medidas:

    • avisar às autoridades – corpo de bombeiros, polícia ou defesa civil, conforme seja a ocorrência;
    • entrar em contato com a central de atendimento ao cliente da seguradora; e
    • informar o que aconteceu para nós por meio do nosso canal de acionamento de sinistro.

    As autoridades, o corretor e a seguradora orientarão sobre as providências a serem tomadas para análise e conclusão do processo.

    É importante que os meios de comunicação com e com a seguradora sejam de conhecimento dos funcionários para que eles possam agir, caso o empresário esteja ausente no momento da ocorrência.

    Os procedimentos para a liquidação de sinistros (processo para pagamento de indenizações) devem ser claramente informados na apólice, com especificação dos documentos básicos necessários a serem apresentados para cada tipo de cobertura.

    O pedido de indenização deverá ser acompanhado de indicação detalhada dos bens destruídos e do valor dos prejuízos correspondentes.

  • Quais são as obrigações da minha empresa no Seguro Empresarial?
    • Não modificar a situação dos bens sinistrados antes da realização da vistoria por parte da seguradora, salvo para preservar o bem segurado de maiores danos.
    • Permitir ao representante da seguradora o acesso ao local do sinistro e prestar informações e esclarecimentos solicitados, inclusive entregar documentos para comprovação ou apuração dos prejuízos.
    • Preservar as partes danificadas e possibilitar a vistoria pelo representante da seguradora.
    • Aguardar autorização da seguradora para dar início a qualquer reconstrução, reparação ou reposição dos bens.
    • Proceder, caso necessário, à imediata substituição dos bens danificados para evitar queda da eficiência da empresa e dar prosseguimento normal das atividades, sem prejuízo dos itens acima.
    • Colaborar com a tramitação do sinistro, comunicando à seguradora qualquer notificação judicial, extrajudicial ou administrativa que chegue ao seu conhecimento e que seja relacionada ao sinistro. Em qualquer caso, o segurado não poderá negociar, aceitar ou negar reclamações de terceiros prejudicados pelo sinistro sem autorização expressa da seguradora, nem tomar qualquer medida que possa prejudicar o direito de regresso da seguradora contra o eventual causador do dano.
    • Informar a existência de outros seguros que cubram os mesmos riscos.
    • Permitir a adoção pela seguradora de medidas policiais e/ou judiciais para esclarecimento do fato.
  • Quando acontece roubo/ou furto qualificado de bens e valores, os danos são cobertos pelo seguro compreensivo?

    Sim, desde que a cobertura de roubo tenha sido contratada. O seguro garante as perdas e/ou danos causados por roubo ou furto qualificado de matérias primas, mercadorias, instalações, máquinas e equipamentos inerentes ao ramo de negócio do segurado e comprovados por notas fiscais ou livros contábeis, quando ocorridos no imóvel segurado. Também são garantidos os danos causados ao prédio ou ao seu conteúdo, decorrentes dos eventos previstos nessa cobertura, quando contratada.

    Em caso de roubo/furto de valores, os riscos cobertos garantem as perdas ocorridas no interior do estabelecimento segurado ou em trânsito em mãos de portadores e destruição ou perda de valores, decorrentes de roubo ou furto qualificado, ou de sua tentativa, até o limite máximo de indenização.

    Em caso de roubo de valores no interior do estabelecimento, essa cobertura garante a indenização dos prejuízos ocorridos referente ao movimento de caixa do segurado no dia do sinistro. A cobertura é estendida, ainda, ao dia útil imediatamente anterior à data do sinistro, se os valores não tiverem sido depositados até o momento do sinistro.

  • Seguro Residencial

  • Meu prédio tem seguro condominial. Preciso contratar o residencial? Não seria gastar duas vezes com a mesma coisa?

    É importante entender as diferenças entre o seguro residencial e o seguro condominial.

    O seguro condominial cobre a estrutura predial, roubos, incêndios e outras ocorrências nas áreas comuns, assim como os bens de propriedade do condomínio, não abrangendo o interior das unidades dos moradores.

    Já o seguro residencial abrange o perímetro referente à unidade destacada na apólice no endereço de risco (Apartamento 42, Bloco B, por exemplo).

    Se você se preocupa com a integridade do seu apartamento, você deve contratar um seguro residencial.

  • Moro de aluguel e o proprietário contratou um seguro contra incêndio no momento que fechamos a locação. Eu tenho direito a ser indenizado se o imóvel pegar fogo?

    Depende das condições do contrato do seguro. Se o proprietário tem uma apólice apenas para a estrutura do imóvel, de forma a cumprir com a obrigação da Lei do Inquilinato, você não receberá indenização.

    Caso queira proteger seus bens durante o período que está no imóvel, faça um seguro exclusivamente para os seus bens materiais dentro do imóvel alugado. O custo é baixo em relação aos demais seguros.

  • Não sei como determinar os valores de coberturas para o seguro da minha casa. O que faço?

    Não se preocupe, ajudaremos você a determinar as coberturas no momento da contratação com nossos métodos de precificação e análise de cenários, para que possa usufruir de um seguro apropriado para a sua realidade.

    O ideal é que sejam levados em consideração a área útil das dependências de sua residência e o valor agregado dos bens que estão alocados em seu interior.

  • Tenho Seguro Residencial e ocorreu um sinistro. Como solicito a indenização?

    Qualquer prejuízo que você tiver e que conta com a cobertura do seguro residencial, você deve nos comunicar com urgência. No menor prazo possível, apresente o aviso de sinistro e o pedido de indenização.

    A seguir, peça orientações por escrito do que você deve fazer e siga-as rigorosamente, o que evitará transtornos futuros. Responsável pela indenização, a seguradora só vai pagar as despesas previstas na apólice e/ou as que tenha autorizado, por escrito.

    Dependendo do dano, a utilização desse seguro varia conforme as coberturas que você contratou.

    Os procedimentos para você receber a indenização devem estar detalhados na sua apólice, com a relação dos documentos exigidos para cada tipo de cobertura.

    No caso de incêndio, você deve fazer uma indicação pormenorizada dos bens destruídos e dos valores correspondentes aos prejuízos.

    A companhia de seguros deve enviar ao local um técnico para fazer a perícia. Por isso, antes do laudo estar pronto você não deve contratar nenhuma empresa para começar a fazer a recuperação do imóvel.

    É provável que a seguradora peça que você apresente três orçamentos de empresas diferentes, sendo que a indenização será paga pelo de menor valor.

    Depois que a recuperação da sua residência for feita, conserve os bens danificados, se possível, porque estes pertencem à seguradora.

    Não se esqueça de verificar, no momento da comunicação do sinistro, se há algum serviço de assistência que poderá ser acionado para minimizar os prejuízos sofridos.

  • Todos os bens que possuo dentro de casa são automaticamente indenizáveis pelo Seguro Residencial?

    Não. Determinados bens normalmente não são abrangidos pelo seguro residencial, a exemplo de bens de alto valor, como joias, tapetes orientais, dinheiro em espécie, obras de arte.

    Nesse caso, se faz necessária a inclusão de cláusulas específicas para segurar esses bens, ou mesmo apólices à parte para eles, quando disponíveis.